Resposta direta: a publicidade médica é permitida no Brasil e segue a Resolução CFM nº 2.336/2023, em vigor desde 2024. O médico pode divulgar seu trabalho, sua especialidade e conteúdo educativo, inclusive com anúncios pagos, desde que se identifique com CRM (e RQE, quando anunciar especialidade), não prometa resultados e não use sensacionalismo.
Este guia resume o que mudou, o que é permitido, o que continua proibido e como aplicar as regras no Instagram, no Google Meu Negócio e no Google Ads. Ele não substitui a leitura da resolução nem do manual de publicidade médica publicado pelo CFM, que são a referência oficial.
O que é publicidade médica
Publicidade médica é toda comunicação em que o médico ou a clínica divulga serviços, especialidades, estrutura ou conteúdo de saúde para o público: site, redes sociais, anúncios, perfil no Google, vídeos e materiais impressos. Por envolver saúde, ela tem regras próprias definidas pelo Conselho Federal de Medicina e fiscalizadas pelos Conselhos Regionais (CRMs).
O que mudou com a Resolução CFM 2.336/2023
A resolução substituiu as regras anteriores e passou a tratar com mais detalhe o ambiente digital. Na prática, ela deu mais espaço para o médico mostrar o próprio trabalho e falar com o público, mantendo os limites éticos:
- Tratou de forma específica as redes sociais, o conteúdo em vídeo e a atuação do médico como fonte de informação.
- Abriu espaço, com condições, para o uso de imagens de pacientes e de antes e depois com finalidade educativa.
- Manteve a exigência de identificação do médico e a proibição de promessa de resultado e de sensacionalismo.
- Reforçou a responsabilidade do médico pelo que é publicado em seu nome, inclusive por agências e assessorias.
Como os detalhes de cada condição importam, a recomendação é conferir o texto da resolução e o manual do CFM antes de usar imagens de pacientes ou divulgar valores.
O que o médico pode fazer
- Divulgar especialidade, áreas de atuação, endereço, horários e formas de atendimento.
- Publicar conteúdo educativo sobre doenças, prevenção e tratamentos, em linguagem acessível.
- Anunciar no Google e nas redes sociais, com textos informativos.
- Mostrar a estrutura do consultório e a equipe.
- Usar o Google Meu Negócio com fotos reais, horários e respostas às avaliações.
O que continua proibido
- Prometer resultado ou garantir cura.
- Sensacionalismo, autopromoção exagerada e termos como "o melhor" ou "o único".
- Explorar o medo ou a fragilidade do paciente para vender consulta.
- Divulgar especialidade sem o respectivo registro (RQE).
- Expor pacientes sem autorização ou fora das condições previstas pela resolução.
Identificação obrigatória: CRM e RQE
Toda peça de publicidade médica deve trazer o nome do médico e o número do CRM. Quando a peça anuncia uma especialidade, entra também o número do RQE (Registro de Qualificação de Especialista). No site, essa informação fica no rodapé e na página de apresentação; nos anúncios, na página de destino e, quando há espaço, no próprio texto.
Publicidade médica no Google Ads
O Google Ads é um dos canais mais alinhados à publicidade médica, porque o anúncio aparece para quem já está procurando um especialista ou um tratamento. Para ficar dentro das regras do CFM e das políticas do Google para saúde:
- Escreva anúncios informativos: especialidade, região, forma de atendimento.
- Leve o clique para uma página com nome, CRM, RQE e explicação clara do atendimento.
- Evite superlativos e qualquer promessa de resultado no texto.
- Use palavras negativas para cortar buscas de estudantes, concursos e bulas.
- Meça consultas agendadas, não só cliques. Veja quanto custa anunciar no Google.
Redes sociais e antes e depois
No Instagram, o caminho mais seguro é o conteúdo educativo: explicar sintomas, exames e tratamentos, responder dúvidas frequentes e mostrar a rotina do consultório. Imagens de pacientes e de antes e depois exigem cuidado redobrado: consentimento, finalidade educativa e o cumprimento das condições da resolução. Na dúvida, não publique e consulte o CRM do seu estado.
| Situação | Como tratar |
|---|---|
| Conteúdo educativo em vídeo | Permitido e recomendado, com identificação do médico. |
| Anúncio de especialidade | Permitido, com CRM e RQE. |
| Antes e depois | Só nas condições da resolução, com consentimento e finalidade educativa. |
| Promessa de resultado | Proibido em qualquer canal. |
Perguntas frequentes
Médico pode fazer publicidade?
Pode. A Resolução CFM 2.336/2023 permite a publicidade médica, inclusive paga, desde que o médico se identifique com CRM (e RQE, quando anunciar especialidade) e não prometa resultados nem use sensacionalismo.
Qual resolução do CFM trata da publicidade médica?
A Resolução CFM nº 2.336/2023, que substituiu as regras anteriores e passou a tratar com mais detalhe as redes sociais e o ambiente digital.
Médico pode anunciar no Google Ads?
Pode, com anúncios informativos que levem a uma página com identificação do médico, sem superlativos e sem promessa de resultado, respeitando também as políticas do Google para saúde.
Médico pode postar antes e depois?
A resolução abriu espaço para imagens de antes e depois em condições específicas, com consentimento do paciente e finalidade educativa. Confira o texto da resolução e o manual do CFM antes de publicar.
O que é RQE?
É o Registro de Qualificação de Especialista. Ele deve aparecer junto com o CRM sempre que a peça anunciar uma especialidade médica.
Resumo: publicidade médica dentro das regras
Publicidade médica é permitida e funciona bem quando é informativa, identificada e medida em consultas. O Google Ads e o Google Meu Negócio são os canais mais alinhados às regras, e o conteúdo educativo sustenta a confiança. Veja como a F4GO trabalha com a agência de marketing médico da F4GO, conheça o método de marketing para prestadores de serviço e a agência de Google Ads.
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